"(...)me pareça pecado usar o nome em vão de quem nada tem a ver com futebol, coisa que, se bem me lembro de minhas aulas de catecismo, está no segundo mandamento das leis de Deus.
E como o santo nome anda sendo usado em vão por jogadores da seleção brasileira, de Kaká ao capitão Lúcio, passando por pretendentes a ela, como o goleiro Fábio, do Cruzeiro, e chegando aos apenas chatos, como Roberto Brum.
Ninguém, rigorosamente ninguém, mesmo que seja evangélico, protestante, católico, muçulmano, judeu, budista ou o que for, deveria fazer merchan religioso em jogos de futebol nem usar camisetas de propaganda demagógicas e até em inglês, além de repetir ameaças sobre o fogo eterno e baboseiras semelhantes.
Como as da enlouquecida pastora casada com Kaká, uma mocinha fanática, fundamentalista ou esperta demais para tentar nos convencer que foi Deus quem pôs dinheiro no Real Madrid para contratar seu jovem marido em plena crise mundial.
Ora, há limites para tudo.
É um tal de jogador comemorar gol olhando e apontando para o céu como se tivesse alguém lá em cima responsável pela façanha, um despropósito, por exemplo, com os goleiros evangélicos, que deveriam olhar também para o alto e fazer um gesto obsceno a cada gol que levassem de seus irmãos...
Ora bolas!
Que cada um faça o que bem entender de suas crenças nos locais apropriados para tal, mas não queiram impingi-las nossas goelas abaixo, porque fazê-lo é uma invasão inadmissível e irritante.”
Assino embaixo. Me irrita ver o que acontece com as pessoas querendo vomitar a sua fé pra cima dos outros. Pois pra mim, isso é conversa íntima entre a pessoa e Deus ( ou entre as pessoas e Deus, vá lá). Então não acho cabível propalar Deus e seu filho mais famoso em camisetas, refrigerantes, cds e mil e um produtos comerciais.Usando o nome deles, EM nome deles. Repito, esse deveria ser um contato íntimo. E também acho que deveria ser proibido (como o é na Inglaterra) igrejas, quaisquer que sejam, possuírem rádios, jornais ou TVs, tratando-se, claro, de concessões públicas. Valha-me, Senhor...