dornaveia

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Sexta-feira, Janeiro 20, 2012:

E deixa eu falar, por que mesmo se não deixar, vou falando, pois preciso de espaço, preciso de vida, de vinho, boas conversas, bonitas mulheres; e deixa eu falar 'que se não eu implodo em tédio e poesia, deixa eu vomitar um pouquinho, vomitar com ternura, vomitar com calma, sem alma, vomitar esse dia-a-dia desgastante, essa falta de paciência no trânsito, vomitar como os gatos vomitam seu pêlo pra não complicar; deixa eu fazer meu som, deixa eu olhar a vida passando em velocidade rápida, filtrar os tons, beijar sem ter pressa de transar. Se não deixar eu vou, eu furo, eu pulo o muro pra ver o que que há do outro lado. Deixa meu passo torto, meu samba morto, deixa eu cair no chão, pular o vão, deixa eu correr feito criança ou como cavalo celebrando a liberdade. Gastar a energia. Deixa eu chorar, pois a vida cansa. Não me desdiga, não há saída, há amplidão.
Johnny Schettino// 18:42

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Sexta-feira, Janeiro 13, 2012:


Ouvindo muito sons novos, novas caras, arejar. Começo pelo Passo Torto, banda paulista com o já quase-conhecido Romulo Fróes. Trabalho impecável, tanto em letra quanto em música e arranjos. Puro São Paulo, meu! Outros mais: Pélico(lembra essa vertente meio brega do Marcelo Janeci), Fábio Góes. Também dei atenção à coisas que só ouvia falar, tipo o último do Vanguart (embora confesse que o vocalista me irrita um tanto, com esses arroubos de Jorge Ben anos 60), ouvi também o segundo grande disco de Marcelo Camelo (o primeiro eu passei longe, nem escutei).De internacional, não tem pra ninguém: o Black Keys atropelou, com seu El Camino. Rock na veia, sem baixo. Ah, fossem todas duplas assim...

Ouvido aberto, embora já desgastado, continua aberto. Até para o novo da Gal Costa, Recanto. Um disco estranho. Um disco de Caetano com a voz da Gal. Há de se valorizar essa tentativa de tirar Gal do limbo,do passado. Essa tem história. O que mais... esqueci o nome do outro cantor que eu ia falar. Fecho então com a delicada homenagem de Marcelo Camelo para com os mineiros:

Três Dias

Se faltar carinho, ninho
Se tiver insônia, sonha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais

Se encontrar algum destino
Para solidão tamanha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais

Se faltar carinho, ninho
Se tiver vontade, chama
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais

Se você ficar sozinho
Pega a solidão e dança
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais

Desaparecer no vento
E acordar num outro instante
Nó na imensidão do tempo
Dor do sentimento faz
Mas, se faltar a paz
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais

Johnny Schettino// 15:28

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Terça-feira, Dezembro 27, 2011:

... e na semana do Natal só comi, dormi, li e bebi. Próximo à perfeição, devo dizer. Acrescento: também joguei muito videogame. Agora é dobrar no serviço na semana do ano novo (de quinta à segunda, com folga no domingo). Quem mandou escolher jornalismo? Já deveria estar acostumado a trabalhar fim-de-semana e não ter feriado. Mas não me acostumo. Gosto é do ócio. Ócio criativo. Ócio recreativo. Ócio dormitivo. Em outra vida devo ter sido da época em que os escravos faziam o serviço e a alta sociedade apenas elocubrava. Me sinto bem assim: elocubrando. Como bem disse o Welton, bom são as "elocubrações periféricas" (já escrevi aqui que isso pode ser o nome de uma próxima banda que eu participar...). Basta de divagações: desejo a todos que por aqui passaram um ótimo 2012. That's it.
Johnny Schettino// 19:02

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Terça-feira, Novembro 29, 2011:



... e O Desprezo (que vi ontem) entrou no seleto rol dos 10 melhores filmes da minha vida (composto, idiossincraticamente, por uns 30 filmes). Desnecessário dizer que é o melhor filme do Godard que já vi. Não só pela bunda,perna,ombros,cara e coxas da Brigitte Bardot. Até então, meu Godard preferido era O demônio das 11 horas. Ou por vezes,Acossado. Ou Viver a vida. Mas O Desprezo atropelou. Talvez por ser baseado no livro do escritor italiano Alberto Moravia, do qual sou fã. Talvez por ser mais linear, mais inteligível. E é profundo. Melhor, vai além do profundo, faz sentir. É um poema. Triste poema. Não procura respostas, mas questiona. Obra prima. E como toda obra prima, nos eleva junto. Salve Godard, salve Bardot, salve Moravia. Je vous salut!

Johnny Schettino// 16:41

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Sexta-feira, Novembro 11, 2011:

Às vezes quero ter gatos. Depois passa, ainda mais que minha mulher não é muito afeita aos felinos. Prefere os caninos. Mas se eu tivesse gatos, minhas três raças preferidas, sem ordem de preferência:

Esse é o gato bengal. Pelagem à la leopardo. Um tanto selvagem, lindo.

O que dizer do Maine Coon, além de que ele é enorme e belíssimo?

E essa raça canadense é o Ragdoll. Grande e peludo. Bonito demais.

Um dia eu compro um desses pra morar com a família. Aí vamos ver o que vai dar...

Johnny Schettino// 18:28

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Sábado, Novembro 05, 2011:


O novo da Karina Buhr é muito bom. Tem um quê de Otto, no bom sentido. Dá pra baixar no site dela : http://www.karinabuhr.com.br/ É bom ver gente sem medo de errar. Não que todos devam ser assim, senão seria muita porra louquice. É preciso uma Marisa Monte, por exemplo: tudo no lugar, tudo perfeitinho. No momento, com uma dor incômoda na coluna. No momento, esperando o show do Chico Buarque, que vou na segunda. No momento, em mais um infindável plantão de sábado. E uma leve dor de cabeça. Comprei um livro com toda a obra poética do Manoel de Barros. Não é meu preferido, mas há grandes transcendências em árvores, lesmas, sapos e afins. Boa cria de Guimarães. Dos filmes? Vi "O Palhaço", do Selton Mello. Muito bom. Mas não é nenhum "Bye Bye Brasil". Quero ver o novo do Almodóvar. Quero ir à Europa ano que vem. Vamos ver se dá. O que mais eu queria? Bom, uma semana de sexo e filmes e nada mais.


Johnny Schettino// 16:02

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Sexta-feira, Outubro 28, 2011:

Quase fim de trabalho. Quase fim-de-semana. Cansado e aflito, quero ir pra casa. E beber. Porque sou um ser com sede. Sede de vida, de emoções, de álcool. Tenho lido muito e queria ler mais. Queria que minhas horas se desdobrassem, como subpastas dentro de pastas, num arquivo infinito. Horas pra ler romances. Hora pra ler livros de história. Horas pra jogar tênis. E muitas horas pra dormir. Aproveito parte de minhas horas verdadeiras pra ver "Twin Peaks". A série, comprei ano passado, estou adorando. Tenho também de terminar de ver a série do Fassbinder, "Berlin Alexanderplatz ". Acho que vi grande parte dela ano passado ou retrasado. Aí, faltando poucos epsódios... parei de ver. Acontece. Horas pra beber, pra conversar, pra festejar. O ideal seriam várias vidas. Simultâneas. Uma loucura. Assim não reclamaríamos de não estar vivendo a vida, daquela sensação de estar perdendo algo importante. Tudo é uma questão de custo de oportunidade (e tome economia!): o que você deixa de fazer para um melhor ganho no presente ou no futuro. No caso, estudo e não bebo. Pra depois, quem sabe, encher a cara livremente. That's it.
Johnny Schettino// 20:35

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Sábado, Outubro 08, 2011:

Sono da porra. Só porque hoje é plantão depois do almoço? Plantão de 12 horas? Bom, pelo menos vou poder ver o Atlético e América por aqui. Espero sorrir no final. Aliás, eu sempre espero. Queria era fazer nada. Jogar tênis, me embebedar, falar abobrinhas na noite sem fim. Mas a vida ainda não me reservou muito tempo pra essas coisas. Afinal sou pai, sou marido e trabalhador. Trabalho fim-de-semana, trabalho 96% dos feriados. Sim, por isso estudo pra concurso: pra ganhar mais e trabalhar menos. Ter aposentadoria integral. E viajar o mundo. Por isso jogo na megasena: pra mudar minhas preocupações e ter mais prazer. E poder ajudar os outros, claro. Mas que papo repetido esse, não? Sono. Queria estar alhures.
Johnny Schettino// 15:26

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Sábado, Setembro 17, 2011:

Tipuana. Descobri o nome da árvore que me tirava o sono. Não, exagero. Suas flores amarelas apenas me deixam mais feliz. Mas faltava um nome. Assim como às vezes falta felicidade. Quem me lê sabe que sou reclamão. E creio que não porque eu seja reclamão o tempo todo, mas escrevo apenas quando algo me incomoda ou entristece. Ou quando transbordo de alegria e paixão. Como isso é muito raro, reclamo e lamento muito mais. Bem, isso é um problema meu, mas se você me lê, passa a ser um problema seu. Tipuana: bonito nome para uma bela árvore. Assim como Ana o é para uma mulher. Chega de devanear. Desligo meu consultório sentimental.

Johnny Schettino// 15:13

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Terça-feira, Setembro 13, 2011:

Não sei se é tristeza, não sei se é cansaço. Sei que falta ânimo. Olho as sibipirunas plenas de amarelo, os ipês parecendo mangueiras em verde-e-rosa. Tudo floresce e eu, seco. Não é o tempo que também está seco. Serão os estudos, fadiga mental? Será o dinheiro, que não sobra? Será a sociedade capitalista em crise? Ou vai ver que é aquele bode velho, aquele, das antigas, que volta e meia aparece pra comer o meu capim, assim como os grilos vetustos? Já dizia minha canção: "misturo sono e cansaço e tenho desejo de espírito". Ainda é verdade. Os grilos e o bode ainda estão por aqui.
Johnny Schettino// 16:24

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Sábado, Setembro 10, 2011:

É notório que meus ataques consumistas têm diminuido. Mas eles ocorrem, quando em vez. Como ontem, por exemplo. Quatro cds e um dvd. Parcelados, logicamente, no cartão. Além dos inúmeros aplicativos do Ipad. Sim, comprei um Ipad. À vista, com o dinheiro da restituição do imposto de renda. Mas voltando aos discos e cds:

Paulada. Pancada. Bomdemais. Claro, não é pra ouvir a qualquer hora. Mas pra algumas...

Sou grande fã dos três primeiros discos. Depois, desmoronou. Mas esse disco do ano passado é bom. Melhor do que os últimos, pior que os primeiros.

Esse duplo eu tinha pirata, perdi. Lindo de morrer: vários pianistas interpretando as músicas do Francis Hime. Bom pra viajar por lindas estradas cercadas por mata atlântica.

Eu tinha preguiça deles. Aí vi o show. E virei um grande fã. Letras espertas, rock bem tocado. Às vezes pesado demais. Mas bom pra caralho. Um dos discos do ano.

E um dvd do Clash, com músicas tiradas de vários shows. Sem comentários: Clash é foda.

Johnny Schettino// 12:19

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Quinta-feira, Setembro 01, 2011:

Um beijo quente e lento. Sem pressa. A noite é longa e a manhã está distante. Os corpos querem, têm vontades urgentes. Depois tudo será memória destorcida. Mas agora quem manda é o desejo. Parecemos macacos. Rinocerontes, libélulas. Aliás, libélulas têm prazer? Parecemos cachorros. Bicho. Um beijo quente, lento e encharcado. E a manhã chega e nem percebemos. Cansaço feliz. Depois, memórias belas e destorcidas e nada mais.
Johnny Schettino// 20:59

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Sábado, Agosto 13, 2011:

O disco Chico, do Chico? Daqueles que quanto mais se escuta, mais se gosta. Maria Gadú? Não, obrigado. Ana Carolina? Que aborrecimento! Dos filmes: Melancolia, obra-prima do desalento e da depressão. Depois desse, deu até vontade de ver o Anticristo. Que deve ser muito mais depressivo. Lars Von Trier surpreende. Capitão América? Ainda não vi. Árvore da vida: quero ver. Das leituras: lendo livros de história, livros de concurso. Exceção feita ao fabuloso Everyman, do Phillip Roth. Cultura é fundamental. Assim como o álcool. Mulheres e árvores, respiração. Mas me perco em devaneios. Tenho fome. Fim de plantão de 12 horas. Vontade de beber, fazer o que? Continuo estudando, continuo jogando na loteria. Uma hora passo, uma hora acerto os números mágicos. Uma hora morro. Devaneios perdidos. Me sinto raso. Mas depois da segunda dose passo a ficar mais profundo e inteligente. Assim seja.

Melancolia: cada fotograma, uma surpresa

Johnny Schettino// 20:26

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Sexta-feira, Julho 29, 2011:

Querido diário virtual: encontro-me em São Paulo. E adoro. Adoro os Jardins e suas árvores "peludas". Adoro os cafés e as docerias. Adoro os alfajores da Havanna. Adoro as livrarias da Cultura. Os cinemas da Augusta. Caro diário, tenho andado muito. E gastado também. Aqui, penso que sou rico. Em Belo Horizonte, surge a realidade: sou bem mais pobre do que geralmente penso que sou. Tantas peças, filmes, shows. Tudo acontece. Tantos bares. E mulheres. Gente. Me arrependi de não ter trazido a máquina só agora, no por do sol entre arranha-céus. Eu aqui, nesse apartamento enorme e caríssimo. Como todos saíram, pus um Duke Ellington e Contie Basie. E me sinto como Scarface. O dono do mundo. Descalço, na paz. O Buchanan's 12 anos me paquera descaradamente. Mas não devo beber: nove e meia vou ao teatro ver o Marco Nanini. A peça? "Pterodátilos". Adoro São Paulo, mas me sinto só. Acontece. Acaba que a gente acaba pensando em como seria morar aqui. Pensamos nos milhares de problemas: trânsito, violência, chuvas, caos. Tem a família. Tem o dinheiro. Tem que eu não teria grana pra morar nos Jardins. Penso também em como seria ser solteiro por aqui. E penso que me sinto só. Mas passa. Gosto muito de São Paulo, talvez pouco de mim. Hoje vi um filme absolutamente tocante com o Gerard Depardieu:" Minhas tardes com Margueritte". Desses que a gente chora pra burro. Trata da amizade de uma velhinha e um cara bronco. E mais não falo, pois baixou preguiça. Agora, um bom banho. Depois, a peça. E o Buchanan's, me espera?


Johnny Schettino// 18:30

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Sexta-feira, Junho 24, 2011:

Estranha leveza essa que a ressaca traz. Pareço ser outra pessoa, parecem haver outros horizontes. Parece que possibilidades ressoam. E no entanto, é tudo igual. É poética, essa ressaca indevida. Plena de vida e de vazio. Uma Coca-Cola ajuda. Claro, não é daquelas ressacas terríveis, com enjoos e dores de cabeça. São marolas, indo e vindo. Divago. E exalo álcool pelos poros. A noite é curta para tamanha efusão de desejos.Outras vidas. Outro mim. Divago, claro.

Johnny Schettino// 16:10

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Sexta-feira, Junho 03, 2011:

O que mais me irrita e mais me preocupa no momento? Meu peso. Eu, que sempre fui magro (bem, pelo menos até uns 27 anos), não consigo ser o que fui. Não tenho tempo pra exercício e não consigo fechar adequadamente a boca. Sim, se eu ganhasse na loteria ficaria fácil. Tudo mais fácil. Mas não posso depender dessa probabilidade. Bem, me cansei de falar disso. Vamos falar de música? Vi vários shows, comprei vários discos. Os shows: Los Porongas, Karina Buhr, Tulipa Ruiz e Marcelo Janeci. A nova turma de São Paulo. E do Acre! (Los Porongas).Sim, sei que a Karina é Pernambucana, mas ela anda com a turminha. E nos shows, comprei discos: Emicida(3!), Ná Ozetti (o último), Porcas Borboletas, Los Porongas (o último) e Lucas Santtana (o último?). Aliás, hoje vai ter show dele. Vou? Ainda não sei. Sei que quero emagrecer. E viajar mais. Vejam quantos desgostos tenho em minha vida!!! Só faço reclamar. E sonhar com mulheres impossíveis. E com possíveis também. E estudo como um cavalo. Hei de passar no concurso, como não? Tudo é uma questão de economia: custo de oportunidade. Tudo o que você abandona ao escolher uma coisa. Vi Tetro, do Coppola. Me tocou. Tal qual um Selvagem da Motocicleta. Lindo filme. A dor de cabeça me persegue. Um outro dia falo dos discos e dos shows. Por hora, as mesmas reclamações.


Johnny Schettino// 19:56

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Sábado, Maio 07, 2011:

E o dia é da mãe.
Dia de flores e sorvetes,
Rimas de ternura e sonhos bons.
Amor soprado, estilhaços
De afeto e mormaço,
Polém de cores,
Um regaço
Um abrigo
As palavras caem,
Maduras e malemolentes:
MA-MÃE

(sei, o dia das mães é amanhã, mas já fiz o poema pra acompanhar o presente...).

Johnny Schettino// 15:05

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Segunda-feira, Abril 04, 2011:

... e esse blog já definido por mim como "merda depressiva" me dá uma tristeza. Porque talvez esteja chegando ao fim. Como tudo. Ninguém lê ou comenta e eu perco a vontade de escrever. Afinal, pra que escrever se não em busca de um diálogo? E desaparece o maior crítico do regime chinês. Evaporou? E esse país que parece que nunca vai dar certo? E as perguntas que vão se acumulando no limbo sem fim? Fim. Esse blog está chegando ao fim. Agoniza mas não morre? Viva o samba.
Johnny Schettino// 20:37

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Sexta-feira, Abril 01, 2011:

Um gole de uísque. Sem soda, please. É que estou quieto, mas borbulhando. Fervendo. Alma agitada, perdida. Buscando algo no ontem, já que o amanhã é névoa. Tristeza resignada. Cansaço disfarçado. As festas? Até queria. Quem não gosta de festas? Mas depois, o dia-a-dia. As contas. As assombrações. O desgaste. Sonhos desgastados. A falta de energia. Me acabou a luz. Não rezo por hora, tenho de dar conta de mim. Tentar levantar. Conseguir dormir. Não é dor. Não é sonho. É algo parado, sem vento ou brisa. Desértico. Um pouco de ópio seria bom. Não tem? Um gole de uísque. Sem gelo, please.
Johnny Schettino// 23:41

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Quinta-feira, Março 10, 2011:

Volta e meia alguém me pergunta o que tenho escutado de bom. E sempre não consigo responder, minha memória trava, aliás, digo uns 2 nomes e mais nada. Então, pra você que não me pergunta, respondo quais sons tenho ouvido por aí (sem qualquer ordem de preferência ou de horas ouvidas):

1-Bruce Springsteen, The Promise. Disco duplo, sobras do Darkness of the town, de 1978. E que sobras, rapaz!
2-Nelson Freire, The Nocturnes. Também duplo.Eu, que não entendo patavinas de música clássica, adoro esse pianinho maravilhoso.
3-Bárbara Eugênia, Jornal de BAD. Mesmo com esse título ruim, o disco é bacana.
4-Editors, In This Light And On This Evening. Esse é de 2010, mas só escutei agora.Sensacional. Menos roqueiro, mas a voz à la Joy Division continua imbatível.
5-João Donato, Sambolero. Disco tranquilão, uma delícia.
6-Keith Jarrett and Charlie Haden, Jasmine. Obra prima, piano e baixo. Duplo. Mas só consegui baixar o primeiro disco.
7-The XX, the XX. Lindo disco. Esse venho escutando há muito.
8-Yamandu Costa e Hamilton de Holanda, Luz da Aurora. Outro grande disco instrumental. Como vocês perceberam, ando bem instrumental...
9-Marcelo Jeneci, Feito Pra Acabar. Flerte descarado com o brega, adoro. Ainda mais a robertiana (com uma cena explícita que Roberto jamais se atreveria) quarto de dormir.
E, claro, esqueci outras tantas coisas. Mas vou me lembrar e vou atualizando...

E quero muito ouvir o novo Radiohead (baixei ontem), Strokes e REM. But for now...

Johnny Schettino// 21:31

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